O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) está oferecendo recompensa de 10 milhões de dólares para quem denunciar e ajudar na localização de dois hackers iranianos culpados e acusados de intimidar, provocar, manipular, influenciar e obter acesso às informações confidenciais de eleitores americanos ao longo da campanha presidencial dos EUA em 2020.

Os dois hackers, Seyyed Kazemi e Sajjad Kashian, são acusados de enviar e-mails hostis para eleitores democratas na Flórida. Embora também exista a alegação de que os eleitores foram ameaçados de agressão física se votassem no presidente Donald Trump.

E não é só isso. Também tentaram invadir os registros eleitorais de 11 estados e de sites que contêm todos os tipos de dados eleitorais.

Conforme o relatório do DOJ, eles usaram os dados que roubaram para espalhar fake news através do Facebook e e-mails, onde alegaram que o Partido Democrata estaria se preparando para intervir nas eleições, além de terem hackeado sites que continham registros eleitorais.

Hackers do Irã são acusados de interferir nas eleições dos EUA em 2020
Departamento de Justiça Americano (DOJ) | Créditos da imagem: https://veja.abril.com.br/blog/matheus-leitao/o-oraculo-do-suborno-transnacional/

Os réus ainda não foram presos, mas experts no assunto acreditam que eles estão no Irã, mas as autoridades norte-americanas esperam que as acusações e penalidades diminuam a capacidade da dupla em realizar novas movimentações.

O passo a passo dos ataques

Confira abaixo as quatro etapas executadas pelos membros desta conspiração eleitoral dos EUA:

  • Executaram vigilância em setembro e outubro de 2020 e tentaram vender informações de quase 11 sites eleitorais estaduais.
  • Alegaram ser um grupo de voluntários dos Proud Boys em outubro de 2020, e mais tarde também enviaram várias mensagens falsas no Facebook e e-mails para senadores americanos, membros republicanos no Congresso. Também enviaram mensagens para muitas pessoas ligadas à campanha presidencial de Donald Trump, bem como assessores da Casa Branca.
  • Se envolveram em uma campanha online de coerção eleitoral em outubro de 2020, que envolveu o envio de algumas mensagens ameaçadoras. No entanto, espera-se que as mensagens também tenham originado dos Proud Boys, para dezenas de milhares de eleitores americanos.
  • No dia seguinte às eleições presidenciais dos EUA em 2020, no dia 4 de novembro, os atacantes tentaram alavancar as intervenções anteriores de setembro e outubro de 2020 na infraestrutura de rede de uma empresa de comunicação americana.

O Ministério da Justiça americano afirmou que os dois réus “são hackers de computador experientes do Irã” e operaram como empresários para uma empresa de segurança de dados Emennet Pasargad.

Fonte:

https://gbhackers.com/two-iranian-hackers-charged-for-gaining-access-to-confidential-voter-information/

Créditos da imagem usada na capa do post:

https://en.europarabct.com/?p=47850

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