Um levantamento publicado pela The Economist mostra algo interessante: nos Estados Unidos, a IA já teria contribuído para a criação de aproximadamente 1 milhão de novos empregos, enquanto cerca de 200 mil demissões foram atribuídas diretamente à tecnologia desde 2023.
Ou seja, até agora, a IA parece estar muito mais para uma transformadora do mercado de trabalho do que para uma máquina de desemprego em massa.
E a transformação começa longe dos escritórios, mais precisamente na infraestrutura:
💻 A explosão dos modelos de IA está exigindo cada vez mais data centers.
⚡ Data centers precisam de energia e expansão das redes elétricas.
🏗️ Isso gera demanda por construção e infraestrutura.
🔧 Eletricistas, engenheiros, técnicos de manutenção, especialistas em refrigeração e profissionais de infraestrutura estão sendo disputados pelo mercado.

Segundo os dados citados pela The Economist, as vagas relacionadas a data centers mais do que dobraram em dois anos. Em algumas funções de instalação e manutenção, os salários anunciados chegam a ser 40% maiores do que os de trabalhos semelhantes fora desse setor.
Mas existe uma segunda camada nessa transformação.
Uma nova geração de empregos de tecnologia
🧠 Engenheiros de IA
📊 Data scientists
🤖 Especialistas em modelos
⚙️ Engenheiros que adaptam IA para clientes
🎯 Heads of AI
💻 Desenvolvedores especializados em aplicações com IA

O LinkedIn estima que aproximadamente 640 mil novos empregos especificamente relacionados à IA surgiram entre 2023 e 2025 nos EUA.
E tem mais.
A IA também está aumentando a produtividade de profissionais que, em vez de serem substituídos, podem passar a entregar muito mais em menos tempo.
Advogados conseguem analisar contratos mais rapidamente. Analistas conseguem processar enormes volumes de documentos. Pesquisadores utilizam IA para acelerar descobertas científicas.
Quando o custo de uma atividade cai, a demanda por ela pode aumentar. E isso pode gerar ainda mais trabalho.
Mas nem todo mundo está ganhando essa corrida.
Empregos de atendimento ao cliente já apresentam queda.
Secretárias e assistentes administrativos também.
Funções baseadas em tarefas repetitivas estão entre as mais expostas.
A previsão é que centenas de milhares de empregos administrativos desapareçam até 2035.
E aqui temos algo que considero a parte mais importante de todo esse movimento:
A IA não está simplesmente substituindo pessoas. Ela está substituindo tarefas.
E isso muda completamente a conversa.
E o cenário de Cibersegurança?
Em Cibersegurança, por exemplo, podemos imaginar agentes de IA assumindo cada vez mais atividades repetitivas: análise inicial de alertas, triagem de vulnerabilidades, classificação de eventos, geração de documentação, revisão de código e até partes da resposta a incidentes.
Isso não significa necessariamente menos profissionais.
Significa que o profissional de segurança provavelmente precisará entregar mais estratégia, contexto, análise crítica e tomada de decisão.
Quem apenas executa uma tarefa pode ser automatizado.
Quem entende por que aquela tarefa existe, qual risco ela representa e o que deve ser feito depois tende a continuar sendo extremamente relevante.
🔐 Em AppSec isso fica ainda mais evidente.
A pergunta talvez não seja:
“A IA vai roubar meu emprego?”
Mas:
“Quais partes do meu trabalho a IA vai assumir e o que eu preciso aprender para continuar sendo valioso quando isso acontecer?”
O mercado de trabalho não está acabando.
Ele está sendo redesenhado.
E, nesse novo cenário, talvez a habilidade mais importante não seja competir contra a IA.
Seja aprender a trabalhar com ela antes que ela aprenda a trabalhar sem você (alguém disse “Skynet”?)
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